Qual o cenário do comércio varejista para 2021?

No último artigo, explicamos sobre a situação do varejo em 2020 e, mesmo com a pandemia e o isolamento social, as vendas fecharam com um crescimento de 1,2%, comparado com o ano anterior (2019). 

Esse é um dado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa, também, um crescimento contínuo do varejo de anos atrás até o momento. Mas qual é o cenário para 2021? O que o comportamento dos consumidores e a economia apontam? Acompanhe.

 

Cenário econômico em 2021

A expectativa para 2021 é o aumento do PIB de pelo menos 4%, considerando que, mesmo com a pandemia e a remoção de auxílios fiscais por parte do governo, a economia tem resistido e seguido num crescimento, mesmo que mais lento do que deveria ser, se estivéssemos em uma realidade normal.

Essas previsões e fatos partiram de Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, em um evento online promovido pelo banco sobre a análise de comportamento de consumo.

Além disso, de acordo com dados recentes divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego apresentou queda nos últimos meses, mesmo ainda atingindo milhares de pessoas. Portanto, apesar de todos os problemas, economicamente o cenário para 2021 mostra-se positivo.

 

Efeitos do comportamento do consumidor em 2021

2020 foi uma montanha russa para os consumidores. O comércio vinha em uma crescente nos dois primeiros meses de 2020, com crescimento de mais de 16%, comparado ao mesmo período em 2019. O cenário passou a mudar com a pandemia e as medidas de isolamento social, o que resultou numa queda brusca de mais de 22%.

Uma recuperação aconteceu a partir de maio e mesmo com esses altos e baixos, o ano se encerrou com um crescimento no varejo. O que levou isso a acontecer? Moisés Nascimento, diretor de estratégia e engenharia de dados do Itaú Unibanco, comentou: “Tudo indica que o brasileiro foi para o online por necessidade, mas ainda tem preferência pelo varejo físico”.

A partir do segundo e terceiro trimestres de 2020, quando as medidas de isolamento foram flexibilizadas, o varejo começou a crescer novamente. 

Evitando sair mais vezes de casa e gastos com frete, as pessoas passaram a fazer compras maiores, em menor frequência, quando conseguiam ir aos pontos de venda presencialmente. Com o aumento do tamanho dessas compras, o gasto médio e o parcelamento das compras também tiveram um aumento considerável.

Outro fator que contou muito para o crescimento foi a possibilidade de pagamento por aproximação dos cartões, que aumentou seu uso em mais de 326%, de acordo com o relatório apresentado também pelo Itaú Unibanco.

Não podemos nos esquecer de considerar o home office e o crescimento das vendas de móveis para escritório, itens para casa, como materiais de construção, decoração, além de artigos e serviços para pets.

 

O que esperar para 2021 no varejo

Em 2021, a chegada da vacina gera grande expectativa para o consumidor em poder voltar às compras presenciais com segurança. Mesmo em um cenário positivo para a economia e comportamento do consumidor, tudo é incerto e os efeitos da pandemia ainda poderão ser sentidos. O desafio continua.

Sendo assim, a tendência é que, neste primeiro semestre, o varejo permaneça com poucas movimentações, mas, no segundo, comece a ter mais estabilidade e crescimento.

Nesse contexto, a melhor recomendação é continuar inovando e buscando a otimização de processos no negócio, fazendo um planejamento detalhado com simulações para este ano e considerando os desafios constantes trazidos pela pandemia.

 

A Soul Trade Marketing reconhece a importância da gestão e a boa utilização de recursos atualizados com práticas e ferramentas inovadoras para otimização de processos e aumento da produtividade em todos os aspectos. 

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